CULTURA

PUBLICAÇÃO: 21 DE MARÇO DE 2017 - 11:56h

Seminário de Cultura debateu cenário de políticas culturais fluminenses

Encontro ocorreu na Alerj (prédio anexo) e contou com a participação de gestores culturais, membros do CEPC, representantes da SEC, sociedade civil e deputados.
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Seminário de Cultura debateu cenário de políticas culturais fluminenses

Assessoria

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sediou nesta segunda-feira (20), no auditório Nelson Carneiro (prédio anexo), o 2º Seminário de Integração de Gestores de Cultura com painéis e mesas de debates. A iniciativa da Comissão de Cultura da Alerj, que tem como presidente o deputado estadual Zaqueu Teixeira (PT), contou com a participação de diversos gestores culturais dos municípios fluminenses, com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), membros do Conselho Estadual de Política Cultural e agentes culturais.

Os novos e antigos gestores culturais puderam ter mais proximidade com o Sistema Estadual de Cultura, o novo formato do Conselho Estadual de Política Cultural, além de cronograma e informações sobre o Programa de Formação e Qualificação Cultural. O Plano Estadual de Cultura e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios (Padec) também fizeram parte do primeiro painel do encontro.

No painel 2 “Relatos/Gestores Públicos e o panorama local” o conselheiro estadual de Política Cultural representante da região Norte Fluminense, Bruno Costa, dividiu a mesa de debates com os deputados estaduais Zaqueu Teixeira e Eliomar Coelho (PSol), e alguns gestores públicos que apresentaram seus anseios e suas projeções.

Na oportunidade, o conselheiro expôs a necessidade eminente do processo de descentralização das ações culturais que historicamente se concentram na capital e se mostrou preocupado com a estatística referente aos conselhos municipais. “Dos noventa e dois municípios, apenas cinquenta e seis têm conselho. Destes, apenas cinquenta por cento estão ativos. Este dado é preocupante já que os conselhos têm representatividade da sociedade civil e papel fundamental nas cobranças das necessidades locais junto ao poder público”, relata.

Bruno Costa destaca ainda a fala pertinente da secretária municipal de Cultura de Paraty, Cristina Maseda, quando ela se refere ao orçamento abundante para o turismo e uma pequena fatia para a cultura. “Compactuo do mesmo pensamento. Este dinheiro estratosférico para entretenimento e eventos, deveria ser utilizado em políticas culturais que devem nortear o desenvolvimento do município, enquanto a pasta de turismo se preocuparia com infraestrutura, articulação, divulgação”, ressalta.

O Seminário encerrou com um dos painéis mais esperados pelos gestores que tratou da temática do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura, Fundo Estadual de Cultura e Fomento via ICMS. 


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