CULTURA

PUBLICAÇÃO: 28 DE JULHO DE 2016 - 14:01h

NEABI/UENF comemora quatro anos com Jornada de Arte, Cultura e Feijoada

Encontro acontece no Museu Histórico de Campos, no centro da cidade. A feijoada será no Bar do Dandão, localizado no coração da comunidade do Morrinho.
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NEABI/UENF comemora quatro anos com Jornada de Arte, Cultura e Feijoada

Assessoria

Em comemoração aos quatro anos do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da Uenf será promovida na próxima sexta-feira (29) a “I Jornada Regional de Arte e Cultura na Educação: Desafios e Possibilidades do Ensino da História, Cultura e Arte Africana, Afro-Brasileira e Indígena na Escola” no Museu Histórico de Campos, no centro da cidade. A programação continua no sábado (30) com uma feijoada acompanhada de uma roda de conversa sobre samba marcando a inauguração do evento “Samba do Compositor” junto à Comunidade do Morrinho, no Bar do Dandão.

O Encontro conta com a parceria do Programa de Extensão “Estudos Culturais, Linguagens e Arte” (PEECLA) e do Grupo de Estudos e Práticas Musicais (GPMU) articulado ao Polo Arte na Escola e ao projeto Jornal Universitário On Line (JUOL), ambos os projetos de extensão universitária que integram o PEECLA. Esse Programa visa promover a criação de uma rede de agentes capacitados para atuar no desenvolvimento de ações educativas de arte e cultura nas escolas de ensino fundamental e médio.

A Jornada que comemora, ainda, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, terá a composição da mesa com professores e pesquisadores da UENF, Coletivo Negro, representante do Conselho Estadual de Política Cultural, com credenciamento às 15 horas e abertura 17h30 com hino nacional em ritmo de capoeira, poesia e jongo, e mesa redonda com Prof. Dr. Otair Fernades de Oliveira da UFRRJ e a professora indígena e mestranda do Museu Nacional Sandra Benites.

Segundo Maria Clareth Gonçalves Reis, coordenadora do NEABI/UENF, a Jornada busca dar visibilidade à universidade, mobilizando especialistas, educadores, animadores culturais, alunos e membros das comunidades produtoras da cultura popular para debater e refletir sobre estratégias para o fomento ao diálogo, produção e valorização da cultura popular nas escolas.

No sábado (30), a partir das 15h, no Bar do Dandão, localizado no coração da comunidade do Morrinho, reconhecido reduto do samba de Campos e palco que abriga a Mocidade Louca e os Psicodélicos, será inaugurado o “Samba do Compositor”, movimento inspirado no Samba do Buraco do Galo (Baixada Fluminense) e Samba da Vela (São Paulo), acompanhado de feijoada. A iniciativa promovida pelo GPMU dá espaço para os compositores da baixada Campista mostrarem ao público e aos próprios sambistas, suas composições e arranjos, estimulando a criatividade e circulação de saberes que acontece a partir dos próprios sambas enquanto expressão cultural. 

Nessa ocasião serão homenageados todos os sambistas de Campos, em especial Geraldo Gamboa, falecido no mês passado, e Jorge da Paz Almeida, saudoso Jorge Chinês, que nesse ano comemoraria seu centenário de vida.

Cabe lembrar que o artigo 26-A da LDB de 2008 torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena a partir da inclusão de tais conteúdos no âmbito de todo o currículo escolar das disciplinas de História, Artes e Literatura.

HOMENAGEADOS

Jorge da Paz, filho de sapateiro, como escritor compôs vários sambas e sambas-enredo. Ao longo da vida escreveu três livros sendo dois sobre o racismo e o papel do negro na construção da sociedade brasileira e plural e um sobre o Carnaval de Campos dos Goytacazes.  Como carnavalesco foi um dos fundadores da Escola de Samba Mocidade Louca e do Bloco de Samba Psicodélicos. Idealizou e realizou em parcerias com Silvio Feydit, Manoel Tancredo e Francisquinho Caldas, carnavais memoráveis em Campos como “Velho Capitão”, “Brasil Gigante”, Lei 2004”, “Exaltação ao Mobral”, “Exaltação a Campos”, “Liceu sua História e sua Glória” e Exaltação à Cultura”.

Um dos principais nomes da Velha Guarda do samba de Campos, Geraldo Gamboa, ficou conhecido pelo bom humor e prosa macia. Dono de composições impecáveis, começou a escrever samba quando era segurança do Hospital Henrique Roxo,  como forma de passar as horas do trabalho. É de sua composição canções conhecidas do repertório de samba da planície como "Aquela nota de 100", "Eu choro com razão", "Eu me sinto bem", "Valei-me, Senhor" e "Meu orgulho é ser Mangueira". Parte do repertório de Jorge da Paz, Geraldo Gamboa e Manoel Tancredo integram o repertório do CD Bambas da Planície, lançado em 2009 por iniciativa de Lene Moraes.


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