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PUBLICAÇÃO: 14 DE MARÇO DE 2016 - 10:35h

´Fui tratada como rainha no Centro de Emergência de SJB', diz Maria José

Ela que passou mais de 50 anos em unidades médicas como enfermeira, enfatizou que nunca havia visto equipamentos daquele porte.
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´Fui tratada como rainha no Centro de Emergência de SJB', diz Maria José

Bruno Costa
bruno.costa@quotidiano.com.br

Depois de amplamente recuperada, ela resolveu falar, ou melhor, agradecer. Dona Maria José Barboza de Oliveira passou um dos maiores sustos de sua vida em novembro do ano passado. Aos 86 anos ela deu entrada no Centro de Emergência de São João da Barra passando muito mal devido à notícia do falecimento de sua filha Alda Machado Ferreira, conhecida na cidade como Aldinha, cidadã ímpar e alegre.

A perda inesperada levou Maria José, parteira renomada entre os sanjoanenses, a um choque forte, coração inchado e internação de 15 dias. Passou pela Sala Vermelha, Unidade de Pacientes Graves (UPG) e Enfermaria. O quadro foi de pleurite (água na pleura). 

Ela que passou mais de 50 anos em unidades médicas como enfermeira, enfatizou que nunca havia visto equipamentos daquele porte. “Só tinha aparelho moderno, um que melhorava meu cansaço. Como eu conheço, olhava todos os batimentos, fui muito bem tratada, igual a uma rainha”, comemora, referindo-se principalmente ao aparelho de macronebulização. 

Maria José afirma que quem equipou aquilo aqui (Centro de Emergência), fez muito bem para a população de São João da Barra. “Não aceito alguém falar mal dali. Sai bem e estou bem até hoje. Agradeço aos enfermeiros, serviços gerais, médicos”, frisa. 

Muito extrovertida e simpática, Maria José teve 14 filhos (sendo 6 vivos), 14 netos, 12 bisnetos e dois tataranetos e muita história pra contar. Segundo ela, já realizou mais de 1000 partos e relembra os tempos da Santa Casa Velha, com esterilização à base de fervura, ao lado de D. Maria Alice, Dalva, Maria do Rosário e Donita. Uma das lindas histórias contadas pela parteira foi o nascimento de bebês no meio do Rio Paraíba do Sul quando não dava tempo de chegar ao hospital. “Nunca ninguém morreu”, orgulha-se de ter dado à vida e felicidade a muitas famílias de São João da Barra. 


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