OPINIÃO

Bruno Costa Bruno Costa

A vida marca e cicatriza nossas atitudes

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Quando nos propomos a agir e buscar o nosso caminho devemos perceber os percalços e entender que estaremos tramitando para algum horizonte que nos trará consequências inevitáveis. Isso acontece em tudo, em qualquer ação nossa, é a terceira lei de Newton.

Precisamos, então, refletir bastante e equiparar as forças entre o bem e o mal, entre os limites e o ilimitado. Jamais devemos pender a balança para a dúvida, mas assim o fazemos rotineiramente, todos erramos, tropeçamos, escorregamos. Maturidade é fundamental para encarar todo este espectro que nos circunda quando nos esborrachamos.
Imediatamente estamos propícios aos pré-julgamentos e às conclusões posteriores às tomadas de decisões. Uma coisa é fato: a decisão precisa ser tomada. Não adianta ser na pressão, na ambição, na dúvida, nas promessas. Algo de concreto precisa ser viabilizado para que tenhamos a consciência tranquila de que aquilo foi o melhor posicionamento individual, familiar e coletivo. 

Mediante exposição, fica claro que todos estamos aptos a tal fato. São nos erros que crescemos, mas quando estamos abertos ao aprendizado. As atitudes não podem agregar processos de instabilidade porque o arrependimento é um efeito amargo e cruel. Uns têm tempo para o conserto, outros ficarão marcados para sempre. A sociedade marca as ações e reações. É preciso cuidado.

Reitero que um amplo diálogo sempre é um caminho promissor para a martelada final, principalmente entre familiares, a base de nossos valores. O indivídio é reflexo do que sua família representa em relação a valores, ética e compromisso. A gente absorve isso desde cedo dentro de casa. E levaremos isso para o resto de nossas vidas. 

Vivemos num estado democrático, sem censura, torturas e onde a liberdade permeia cada canto, cantarolando o livre arbítrio e dando a oportunidade ímpar de definirmos o nosso futuro de acordo com o que achamos convincente. Antes de mais nada, é preciso ser convincente para não ser marcada. Apesar de que, em tempos de informação a todo instante, um editorial por cima do outro, mensagens velozes e diretas, nosso cérebro e coração perdoam nossas atitudes, reconsideram a dos outros. A vida segue seu rumo.

Sempre foi assim. A sinestesia prolifera nos mais diferentes meandros, dando oportunidades a quase todos, não de maneira igualitária, já que vivemos numa sociedade segregada e preconceituosa, mas muitos escolhem o próprio caminho a seguir. Caso sigamos o trecho errado, tropeçaremos e levaremos a cicatriz para sempre. 

* Artigo escrito por Bruno Costa,
Jornalista, Mestre em Políticas Sociais pela Uenf e editor-chefe do jornal Quotidiano

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