OPINIÃO

Juliano Rangel Juliano Rangel

A razão e a emoção

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Na condição de humanos, mediamos a nossa existência entre o controle da racionalidade e da emoção. Esses dois pêndulos de nossa condição existencial só nos permite evoluir conquanto buscamos, em condições ainda que mínimas, equilibrá-los.

Na política, na religião, no futebol ou “no carnaval”, as nossas emoções afloram e, para evitar discussões que possam desencadear atritos, costumeiramente levantamos a tese de que esses temas não devam ser discutidos. No entanto, aí reside o nosso erro.

O nosso erro está justamente em não nos colocarmos na situação de dialogar assuntos que demandam a ativação do campo emocional. Tememos que não consigamos nos controlar e, com isso, venhamos a ferir ou atacar nossos amigos e, no momento em que nos mostramos incapazes de controlar nossas emoções é que nos revelamos ‘irracionais’.

É necessário o controle de nossas emoções, pois somente no momento em que conseguimos controlá-las é que revelamos o quão racionais conseguimos ser, ainda que movidos por valores subjetivamente traçados.

A crise política instaurada no País não permite que nos furtemos de discuti-la e, numa cidade apaixonada como a nossa, ter o controle emocional é condição para que consigamos nos manter em unidade e, na permanente condição, de amigos e irmãos. É necessário analisarmos as políticas desenvolvidas de forma clara, de forma menos apaixonada e mais racionalizada.

De certo, podemos contemplar a emoção e a razão numa mesma análise, mas quando não, acredito que a sociedade progrida no instante em que a racionalidade abunda. Assim, amigos, vamos nos manter mais racionais; analisemos os quadros e conjuntura política sem o fervor das emoções e atentemos nosso olhar para a coletividade.

No momento em que as emoções transbordam graças à indicação de nossa cidade como modelo nacional de gestão orçamentária (com premiação fruto de pesquisa de institutos sérios e relevantes no cenário global), a racionalidade revela estarmos no caminho certo!

É, justamente, no controle de ambos os pêndulos que conseguimos enxergar o real progresso.

 

* Artigo escrito por Juliano Rangel,
Advogado, Mestre em Políticas Sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)

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