COLUNA

Julio Nogueira BEM ESTAR

O sol e o câncer de pele

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O verão chegou e está na hora de aproveitar ao máximo o que esta estação tão gostosa pode nos oferecer como sol, mar, piscina e muita diversão. Porém, o verão também é uma época onde aumenta o risco de doenças de pele devido à exposição prolongada ao sol sem a devida proteção necessária.

No período mais quente do ano estamos mais propensos à exposição solar e a seus efeitos deletérios ao nosso corpo, o que faz com que o câncer de pele seja umas das principais doenças que a exposição solar pode causar. Mas, não se assuste. O sol bem aproveitado e tomando as devidas precauções, pode trazer grandes benefícios a nossa saúde.

O câncer de pele é o tipo de tumor mais incidente na população. Aproximadamente 25% dos cânceres do corpo humano acometem a pele, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, e cerca de 134.170 casos previstos em 2013, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

O câncer de pele é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõem a pele pode originar um câncer de pele. A exposição à radiação ultravioleta possui efeito acumulativo e penetra profundamente na pele, chegando às camadas mais profundas, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas, como tumores benignos (não cancerosos) ou cancerosos, como o Carcinoma Basocelular, o Carcinoma Espinocelular e o Melanoma, que é o mais agressivo tipo de câncer de pele que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura são de mais de 90%.

Os grupos de maior risco são as pessoas que possuem fototipo I e II, ou seja, pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e os olhos claros. Além destes, as pessoas que possuem antecedentes familiares com história da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas espalhadas pelo corpo em grande quantidade, precisam ter atenção e cuidados redobrados. 

De todos os casos de câncer, 80% a 90% estão associados a fatores ambientais. O seu surgimento depende da intensidade e duração da exposição das células ao fator cancerígeno. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver o câncer de pulmão, vai depender da proporção de número de maços de cigarros fumados por dia e o número de anos que esse indivíduo leva fumando. Assim, também com o câncer de pele, quanto mais tempo a pessoa fica exposta ao sol sem proteção, maior é o risco de desenvolver células cancerígenas por causa da irradiação excessiva. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que o uso dos fotoprotetores é indispensável, não só nos dias ensolarados, mas também nos dias nublados, pois há também a incidência de radiação ultravioleta (UV). Os fotoprotetores ou protetores solares são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar. Além do câncer, os filtros solares também previnem contra o envelhecimento precoce da pele e a desidratação, já que estes produtos tem a capacidade de evitar a perda de água da pele e assim a desidratação das células. 

Então, se você quer aproveitar ao máximo este verão sem ter problemas com sua pele, fique atento às recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia para evitar lesões e doenças de pele:

  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares em dias ensolarados;
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h (horário de verão);
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% da radiação ultravioleta ultrapassam o material;
  • Usar filtros solares diariamente e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra a radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, sempre que necessário;
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas e feridas;
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo;
  • Manter bebês e crianças protegidas do sol. Filtros solares podem ser usados a partir de seis meses.

Aproveito aqui para deixar meu forte abraço a todos os nossos leitores, e desejar Boas Festas. Que o próximo ano seja repleto de muita paz, amor, fraternidade e saúde para todos e que seja de muitas realizações. E estaremos no próximo ano trazendo muito mais dicas de saúde e bem-estar para nossos leitores. A todos um Feliz Natal e Um Próspero 2015!

 

* Coluna escrita por Julio Nogueira,
Júlio Nogueira é graduado em Fisioterapia pela Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO. Pós-graduando em Fisioterapia Intensiva (ISECENSA). Fisioterapeuta Clínico e Intensivista da UTI Geral e Cirúrgica do Hospital Escola Álvaro Alvim. Docente do Instituto Nossa Senhora da Lapa da Santa Casa de Misericórdia de Campos nos Cursos Técnicos de Enfermagem e Enfermagem do Trabalho e Responsável Técnico das Unidades de Fisioterapia Municipal de Atafona e Grussaí.

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